quarta-feira, 24 de junho de 2015
SAÚDE
Leptospirose tem maior alta dos últimos sete anos
Até junho, cinco pessoas morreram contaminadas com a doença no Distrito Federal em 21 casos registrados. Em todo ano passado, houve 17 infecções e cinco óbitos. Secretaria de Saúde atribui aumento a condições precárias de higiene.
>>OTÁVIO AUGUSTO SILVA
O Distrito Federal passa pelo momento de maior contaminação por leptospirose proporcional para os seis primeiros meses do ano desde 2007, a alta foi confirmada pela Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS). Até a quarta semana de junho, foram 21 casos confirmados e cinco mortes. Um paciente aguarda resultados de exames para constatar a doença. Entre as cidades líderes de contágio estão Ceilândia com cinco caos e Recanto das Emas com três. A maior via de transmissão é a urina do rato, mas o contato com a água ou alimentos contaminados também são nocivos. Com base em números da Organização Mundial da Saúde (OMS), a autarquia estima que na capital federal a população desses roedores chegue a 15 milhões, neste cálculo, são cinco para cada habitante. As áreas com maior infestação do bicho são o Setor Comercial Sul, o perímetro da Rodoviária e o centro da Ceilândia.
O perfil clássico de septicemia atinge principalmente homens com idade média de aproximadamente 35 anos. No DF, 73% dos contaminados pertencem a esse grupo. Das contaminações 65% foram em área urbana, desses 50% no próprio domicílio. A estatística acende o sinal vermelho para a higiene dos brasilienses. “Não é possível agentes de saúde estarem presentes em todos lugares, por isso a participação das pessoas é essencial. Acondicionar o lixo corretamente, manter quintais limpos, evitar o contato com água de chuva e se proteger ao desempenhar atividades como limpeza de fossas e caixas de esgoto são ações simples, mas que protegem o indivíduo e todo o coletivo”, garante o diretor de Vigilância de Animais Sinantrópicos e Silvestres da SVS, Ivanildo de Oliveira Correia Santos. Na bactéria resistem no meio ambiente por cerca de seis meses e penetram pela pele e mucosas.
Na fase inicial, a leptospirose pode ser confundida com outras patologias como dengue, gripe, malária, hepatite, por que os sintomas são parecidos. Para dar mais agilidade a detecção e ao tratamento a pasta estuda a possibilidade de capacitar profissionais da saúde a fim acelerar a constatação da doença. A medida seria em parceria com o Ministério da Saúde, mas ainda não tem data para de fato ser concretizada. “Seria mais uma forma de garantir o controle da doença e o tratamento correto. Quando uma pessoa se contamina, outras estão em risco, com todo o processo mais ágil, teríamos melhores condições de domínio da doença”, explica Rosa Maria.
Segundo o Ministério da Saúde, a leptospirose é uma doença endêmica (constante), principalmente nas capitais e áreas metropolitanas, devido às enchentes associadas à aglomeração populacional, às condições inadequadas de saneamento e à alta infestação de roedores. A letalidade no Brasil é de 9% no Brasil, não há estatísticas regionais para o DF. Apesar do panorama a expectativa da Subsecretaria de Vigilância à Saúde é que o número de casos caiam nos próximos meses. “Com a seca a tendência é que menos pessoas sejam infectadas. Pois não há alagamentos e os ratos tendem a permanecerem na rede subterrânea”, afirma Ivanildo de Oliveira. Os meses que mais apresentaram casos foram maio co m cinco notificações e abril com seis.
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