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quarta-feira, 10 de junho de 2015


SAÚDE

Superbactéria na mira da justiça

Ontem , o subsecretário de atenção à saúde, Tadeu Palmieri, e a infectologista­chefe do GDF, Maria de Lourdes Lopes prestaram esclarecimentos ao MPDFT. Na segunda, Câmara Legislativa irá sabatinar o secretário de Saúde, João Batista de Sousa

>>OTÁVIO AUGUSTO SILVA 

A endemia de superbactérias nos hospitais da rede pública é investigada pela Promotoria de Defesa da Saúde (Prosus) do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.  Ontem, o subsecretário de atenção à saúde, José Tadeu Palmieri, e a infectologista­chefe do GDF, Maria de Lourdes Lopes prestaram depoimento ao promotor Jairo Bisol. Segundo o promotor, os  representantes do governo local apresentaram novos documentos, mas descartaram a possibilidade de surto. "Não vamos baixar a guarda. Estamos apenas no início das investigações", garantiu Bisol.


Na próxima segunda, a Câmara Legislativa vai sabatinar o secretário de Saúde, João Batista de Sousa. A Casa quer informações, sobretudo números, da atual situação da crise. Ontem, foi criada a pedido do deputado Ricardo Vale (PT) uma comissão especial para acompanhar as ações do GDF referentes à saúde pública. O grupo fiscalizador será formado por outros quatro parlamentares, além do petista: Reginaldo Veras (PDT), Rodrigo Delmasso (PTN), Juarezão (PRTB) e Welligton Luiz (PMDB). “Precisamos entender o que está acontecendo. O Estado parece não dar conta de gerir a saúde pública. Não está claro quantos casos são, o que está sendo feito e o porque desse quadro. Falta gestão”, argumenta Ricardo.

terça-feira, 2 de junho de 2015

OPINIÃO

Superbactérias sem controle

Três já morreram no Hospital Regional de Taguatinga e outras oito pessoas ainda estão em isolamento. Secretaria de Saúde diz que é "normal" 

>> OTÁVIO AUGUSTO SILVA

Três bactérias colocaram a Secretaria de Saúde em uma prova de fogo. KPC, Enterococo e Acinetobacter baumanii mostraram a dificuldade da pasta em trabalhar em momentos de crise. A coletiva de imprensa realizada hoje deixou repórteres confusos e procurando explicações. A coordenadora de infectologia do GDF, Maria Lourdes Lopes, parecia não saber da realidade que estamos vivendo e classificou a situação como "normal". Pegou mal entre os jornalistas. A escolhida pelo governo para esclarecer as mortes teve dificuldades em falar dos números atuais de casos. Oito pessoas ainda estão em isolamento, cinco no Hospital Regional de Taguatinga (HRT) e três no Hospital Regional do Guará (HRGu). A lição de hoje foi dura para a autarquia, uma vez que o pânico era visível para seus assessores. Faltou preparo para receber os colegas jornalistas.